Doenças

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DIAGNOSTICO – ANTES DE MEDICAR

1- Confirmar o diagnostico ,tanto quanto possível e eliminar ou corrigir possíveis causas não infecciosas.
2- Sifonar o tanque, limpar os filtros mecânicos, e fazer uma mudança de água de cerca de 30%, mas sem perturbar o filtro biológico. A matéria orgânica presente no filtro ou no fundo e paredes do aquário poderão inativar os medicamentos.
3- Remover , caso existam carvão ativado ou quaisquer outras resinas filtrantes. Deixe de aplicar quaisquer outros condicionadores do tipo protetores do muco ou removedores de metais pesados
4- Faça um registro do inicio da doença , sintomas e tratamentos efetuados. Isto poderá ser muito útil no futuro ou no imediato se existirem mais pessoas a cuidarem do mesmo aquário.
5- Se existirem invertebrados como caracóis presentes , temos que ter o cuidado de os remover porque quando morrem podem poluir o aquário tornando-se perigoso par os peixes. Se não conseguirmos devemos evitar estes medicamentos , nomeadamente à base de cobre e flubendazol.
6- Desligar a lâmpada de UV’s se existir porque pode inativar certos medicamentos.
7- Durante o tratamento alimentar os peixes, mas com pouca quantidade, para não sobrecarregar o filtro biológico num momento tão crítico.
8- Rever os cálculos da quantidade de medicamento a usar e se tivermos duvidas pedir a ajuda de um amigo, ou usar metade da dose e apenas num peixe só inicialmente.
9- Fazer mudanças de água entre os tratamentos, vigiar a amônia e os nitritos se os medicamentos forem potencialmente tóxicos para o filtro biológico , e reforçar as doses de acordo com o esquema de tratamento. Não esquecer que para além de erros de diagnóstico , a maioria dos fracassos no tratamento de doenças de peixes resulta de doses mal calculadas e concentrações inconstantes de medicamentos , ou duração de tratamentos excessivamente curtos.
10- Aumentar a aeração.

Após o tratamento:
1- Fazer mudanças de água ( cerca de 30% diariamente )
2- Usar carvão ativado 2 dias para remover o resto de medicamento
3- Assim que tivermos a certeza que o filtro biológico está com suas colônias ativas novamente ( amônia e nitritos a zero ), podemos reassumir o esquema normal de mudanças de água.
4- Observar os peixes para verificar alguma recaída e alimentá-los com uma comida mais rica.

FISH PHARMACY – PORQUE TER UMA EM CASA?

GALERA SEMPRE ME PERGUNTAM QUAIS PRODUTOS E MEDICAMENTOS É IMPORTANTE TER EM CASA.
Como todos sabem existem inúmeros produtos e medicamentos para serem usados em nossos aquários. Alguns servem para condicionamento de água, plantas e etc, porém existem alguns produtos que são imprescindíveis o seu uso.
Entre tais produtos considero os da catagoria MEDICAMENTOS aqueles que não podemos abrir mão de sempre ter em uma quantidade suficiente para tratar alguma emergência.
Geralmente tal emergência ocorre à noite, aos finais de semana ou em feriados e a loja onde costumamos comprá-los poderá estar fechada. Ainda tal produto poderá estar em falta por ser importado ou mesmo o lugar onde o compramos fica distante e dependeremos dos correios para a remessa.
Esse tempo de espera para se iniciar um tratamento poderá ser a diferença entre o sucesso e o fracasso na recuperação do animal doente.

Então como devemos proceder? É aí que entra o conceito de FISH PHARMACY ou seja, um pequeno estoque de produtos que não podem nos faltar para uma eventualidade dessas.
Como nem todos os produtos de qualidade costumam ser baratos e ainda possuem um prazo de validade que poderá não ser muito longo aconselho que se tenha o mínimo de cada um para um tratamento completo ou ao menos que garanta alguns dias de tratamento até termos acesso a uma loja de nossa preferência.

E quais seriam tais produtos tão importantes?
Vou tentar relacionar o mínimo de produtos necessário e que possam tratar o maximo de doenças possíveis. Desculpem-me, mas vou enumerar os produtos que trabalho e comercializo por já ter testado todos e saber que são eficientes para as doenças a que se destinam tratar.
Muitos outros de ótima qualidade estão disponíveis no mercado e poderão ser usados na composição de sua FISH PHARMACY.

Qual o primeiro sintoma que notamos em nossos peixes e que são motivo de preocupação?
Normalmente é o peixe agitado, esfregando-se nas pedras e em nível de estresse maior que o de costume. Isso acontece porque na maioria dos casos o animal esta sendo incomodado por algum parasita externo, como os tais “piolhos de peixe”.
Também é comum observarmos algum peixe com as nadadeiras roídas, se desmanchando ou desfiadas, conseqüência também de ataque de bactérias ou fungos. Alem disso ulcerações da pele como machucados resultantes de alguma briga ou objeto no aquário são comuns.
Para todos esses sintomas utilizo em minha criação um único medicamento que pode tratar de forma segura esses problemas sem que se necessite isolar o animal em aquário hospital. Trata-se de um bactericida de origem natural, a base de óleo de melaleuca e copaíba similar ao famoso melafix que se chama BACTER-FREE da AQUA-HEALTH.
Esse produto não afeta as bactérias do filtro biológico bastando apenas que se remova carvão ou purigem para que esses não absorvam seu principio ativo. Inclusive ele pode ser usado periodicamente como tratamento profilático para se evitar algum problema no aquário. Se aplica diretamente na água do aquário 5ml do produto para cada 38 litros durante 7 dias, logo, dependendo do volume do aquário é sempre bom ter uns 250ml na nossa farmácia. Com esse único produto muitos problemas poderão ser resolvidos sem grandes esforços como podemos ver.
Porem o problema poderá ser mais grave necessitando produtos mais fortes. Ictio, mofo, doença do algodão, costia, oodinium spironucleose por exemplo requerem produtos de ação mais rápida e muitas vezes associada a outros medicamentos. Nesses casos, identificando uma doença desse tipo isolo o animal em aquário próprio, com a mesma água do aquário onde ele estava e com igual temperatura. Deixo sem iluminação, aumento a aeração e elevo a temperatura para 32 graus. De imediato entro com a aplicação de um parasiticida e fungicida de largo espectro que no meu caso é o FOUR IN ONE CURE da AQUA-HEALTH.
Sua formulação apresenta entre outros princípios ativos o sulfato de cobre que é um bactericida muito eficaz contra doenças como costia e oodinium. Sua dosagem é de 1 gota para cada 2 litros a cada 48 horas com troca de 50% de água antes da nova dosagem.
Muitas doenças já serão curadas simplesmente com o seu uso, mas notando que a cura não evolui é importante que se associe o tratamento a algum antibiótico de largo espectro.
Para esses casos sempre tenho a mão a NITROFURANTOINA 100mg na qual ministro uma cápsula para cada 50 litros ao dia. Também o CLORIDRATO DE TETRACICLINA 500mg nunca falta em minha FISH PHARMACY com o qual associado ao FOUR IN ONE CURE curo a maioria das doenças que acometem meus peixes.
Um terceiro e importantíssimo antibiótico que não pode faltar é o METRONIDAZOL 400mg, que tem grande utilidade principalmente para tratar a SPIRONUCLEOSE (buraco na cabeça) associado ao FOUR IN ONE CURE.
Normalmente os tratamentos citados acima surtem efeito mais rápido se usados junto com sal grosso, com exceção de alguns peixes de couro, ele é eficiente para a maioria dos peixes de aquário, portanto tenha sempre uma quantidade estocada em sua farmácia.

Mas e se o problema for interno?
Se notarmos que nosso peixe parou de se alimentar e suas fezes estão brancas? Bom isso indica a presença de vermes intestinais e para isso precisamos entrar com um tratamento antivermes.
Os produtos mais eficientes para esse problema são importados e nem sempre estão disponíveis na prateleira da loja por isso é preciso que estejamos prevenidos com nosso estoque em casa.
Eu uso para isso o WORM DESTROYER da AQUA-HEALTH, um vermicida muito eficiente que trata tanto vermes platelmintos como nematelmintos E TAMBEM ESSE PRODUTO SOZINHO COMBATE A SPIRONUCLEOSE, o tratamento completo se dá em 3 aplicações com intervalo de 7 dias uma da outra, aplicando-se diretamente no aquário 3ml para cada 10 litros.
E se temos um peixe que vive magro, com pouco apetite, adoece com freqüência ou acabou de passar por um tratamento pesado com antibióticos?
Em casos assim que não detectamos a doença mas é evidente que o peixe não está em seu estado normal ou está debilitado recomendo que se faça um reforço do seu sistema imunológico. No Brasil não temos o costume de fazer tratamentos profiláticos mas acreditem, ele pode nos evitar problemas mais sérios no futuro ou mesmo evitar a perda de um exemplar.
Sempre tenho disponível para isso o VITAPLUS da AQUA-HEALTH , um produto que tem todas as vitaminas que os peixes necessitam como as vitaminas A, C, D e todas do complexo B e se apresenta em diversas versoes conforme a espécie que se cria e utilizo na agua do aquario e tambem na ração.
Com esses produtos ja esaremos garantidos para tratar a grande maioria das enfermidades que possam surgir e nos pegar desprevenidos sem dinheiro ou sem estoque de produtos na loja mais proxima.
Para o pessoal que cria discos ainda recomendo ter a disposiçao alguns condicionadores e suplementos que fazem a diferença na criação dessa espécie como o AMAZONIA BLACKWATER E O AMAZONIA DISCUS TRACE & MINOR ELEMENTS.
É isso pessoal espero que tenham apreciado o artigo e lembrem-se: aquarismo é uma ciência e apesar de não sermos cientistas precisamos estar prontos pra atuar e nossa negligência ou erro pode repercutir no sofrimento dos seres vivos que tanto amamos.

 

RELAÇAO DE DOENÇAS E TRATAMENTOS ABAIXO:

VERMIFUGAÇÃO
NADEIRAS ROÍDAS OU PODRES
DOENÇA DA BEXIGA NATATÓRIA
BNC – BURACO NA CABEÇA
POP EYE – OLHOS INCHADOS
OODINIUM
CHILODONELLA – QUILODONELOSE
COSTIA
GIRODACTILOSE
PIOLHO DE PEIXE – ARGULUS SP
VERMES DAS GUELRAS
MYXOSOMIOSE – PEIXE LOUCO, GIRA-GIRA,DISCO LOUCO.
ICTIO
VERMIFUGO ” VERMIFUGAÇÃO EM PEIXES”
VOCÊ SABE A IMPORTÂNCIA DE VERMIFUGAR PERIODICAMENTE SEUS PEIXES?
Vermes intestinais ou do trato digestivo são responsáveis por grande parte da mortalidade dos peixes de nossos aquários!
E nós, muitas vezes nem sabemos o que está acontecendo…
Vemos nossos queridos amigos ficando magros, os olhos ficando cada vez maiores, a barriga começa a ficar negativa, as fezes brancas ou mesmo observamos filamentos saindo do anus dos animais.
Contudo, por inexperiência ou desinformação achamos que nada está acontecendo, ou ainda achamos que ele está diferente mas não sabemos identificar o problema…
Muitas vezes quando nos damos conta de que o caso é grave, já é tarde de mais para salvar os nossos queridos animais que tanto estimamos…
Então é bom que saibamos um pouco mais sobre o assunto para nao sermos pegos de surpresa!
Existem dois principais grupos de vermes que atacam nossos peixes: os Platelmintos e os flagelados.
A maioria dos aquaristas quando desconfia de que seus peixes estão contaminados por vermes, faz uso de um medicamento de uso humano chamado Flagyl. Porém o Flagyl combate apenas os vermes do tipo flagelados.
Como na maioria das vezes não temos como identificar qual o tipo que esta atacando nossos peixes, esse tratamento poderá nao surtir efeito algum e poderemos perder nosso peixes tão estimados.
Por isso é importante que se use um produto específico para peixes ornamentais e que trate ambos os grupos de vermes intestinais.
Atualmente temos no mercado alguns poucos produtos com tal eficácia e nós trabalhos em nossa fish room com um que consideramos muito eficaz: WORM DESTROYER.

link de vídeo explicativo.

https://youtu.be/6Oafmui7Vcs

Características:
1. Trata efetivamente os parasitas internos de discos e outros peixes ornamentais de água doce e salgada, como Camallanus, Cestóides, ascarídeo, Lombriga, e Hexamita causadas por endoparasitas.
2. Não afeta a nitrificação das bactérias nitrificantes.É um tratamento preventivo mais eficaz sem efeitos colaterais para peixes ornamentais.
Ingredientes: Metronidazol, mebendazol, levamisol, vitamina do complexo B.

Modo de uso:
– Faça uma mudança de água de 50%
– Remova o carvão ativado do filtro
– Aplique diretamente no aquário 3 ml para 10 litros
– Aplique com as luzes apagadas e aeração forçada
– Duração 24 horas
– Faça uma mudança de água de 50% e coloque novamente o carvão no filtro
– Repita os procedimentos acima 1 vez a cada 7 dias por 3 vezes (21 dias)
Portanto, recomendamos sempre que notarem que seus peixes perderam o interesse pela comida, que vão em direção dela mas não pegam, que ficaram muito magros, um tratamento completo com esse produto.

E mesmo que não note tais sintomas, faça a cada 3 meses uma aplicação no seu aquário desse vermifugo como medida profilática!
SEUS PEIXES VÃO TE AGRADECER, EXIBINDO TODA A BELEZA E SAÚDE QUE TANTO BUSCAMOS EM NOSSOS AQUÁRIOS!
DICA DA ECO FISH
Evite o uso de antibióticos indiscriminadamente em seu aquário. O tratamento comesse tipo de medicamento é eficaz se realmente tivermos certeza de qual doença estamos tratando e se o antibiótico usado é o específico para combater aquela doença e ainda se obedecermos as dosagens e tempo de aplicação.
Vemos muita gente por exemplo tratando vermes intestinais com um antibiótico de uso humano chamado flagyl. Esse vermífugo trata apenas vermes flagelados e como sem um microscópio não teremos certeza de que esse seja o caso, possivelmente não teremos sucesso no tratamento e pior que isso, estaremos criando super bactérias em nossos tanques que será muito mais dificil combate-las quando se manifestarem em nossos peixes.
Também observamos muita gente aplicando antibióticos ao menor sinal de nadadeiras roídas, coceiras e manchas no corpo dos peixes. Não façam isso pelos mesmos motivos citados acima.
Para isso recomendamos um produto natural, com principios ativos que o tornam um antibiótico natural sem riscos de fortalecimento dos agentes patogenicos e nem de enfraquecimento do sistema imunológico dos peixes, coisa que é comum de acontecer quando se usa antibióticos quimicos, esse produto que indicamos é o BACTER-FREE, e pode ser encontrado em nossas lojas.

NADADEIRAS ROÍDAS E NADADEIRAS PODRES

. Sintomas: Necrose das nadadeiras, peixe com comportamento diferente do normal.
. Causas: A colonização original geralmente é produzida por Pseudomonas fluorescens e Aeromonas liquefasciens , seguidas por Mycobacterium sp. e Myxobacterias do gênero Cytophaga columnaris e outras. Os tecidos necróticos servirão de meio de cultura para fungos dos gêneros Saprolegnia e Achyla que também favorecem a perda das mesmas.
Quando a colonização destrói a nadadeira e se localiza no pedúnculo caudal, a doença se torna muito difícil de regredir ocorrendo invasão da corrente sanguínea e septicemia
Tratamento: Oxitetraciclina (Terramicina) 500 mg/ 50 litros de água, renovando-se 1/3 da água a cada 24 horas durante cinco dias, conjuntamente com BACTER-FREE.
Pincelar as nadadeiras com Iodo-Povidine ou com pomada de Neomicina
Aumentar a temperatura do aquário para 30ºC.

DOENÇA DA BEXIGA NATATÓRIA

A bexiga natatória é um órgao que se enche de gás e ocupa 7% do volume corporal do peixe. Sua função é a de manter a flutuação, já que o peso do peixe em água doce é de 107%.
Também é órgão receptor de sons e pressão (alguns peixes emitem sons por esse órgão). As causas das doenças na bexiga dos peixes são: as deficiências alimentares, alterações bruscas da temperatura e a paralisia do órgão.
Caso sofra uma dilatação exagerada, o efeito hidrostático se faz impossível e o peixe é incapaz de conservar seu equilíbrio na água.
O peixe acometido apresenta-se de cabeça para baixo e para frente, não consegue manter-se nivelado e permanece na superfície ou no canto do aquário de barriga para cima, devido a dificuldade de descer ou subir.
Atribui-se a dilatação da bexiga natatória a fatores nutricionais. A bexiga natatória pode sofrer também uma inflamação que causa uma doença específica dos ciprinídeos (tanichthys, rasbora, danio, brachydanio, barbus). Nessa doença desenvolve-se uma lesão inflamatória crônica necrosante. Acredita-se que seja de origem viral.
Outro problema é a degeneração da bexiga natatória como conseqüência de doenças infecciosas.
. Tratamento: procure oferecer alimentos balanceados e variados e mantenha a temperatura em níveis da exigência da espécie.
Inclua sempre em todas as refeições de seus peixes VITAPLUS que é um suplemento vitaminico completo!
. Bactérias – Aeromonas hydrophila e Pseudomonas fluorescens
Encontradas no solo e em águas naturais, sua incidência pode aumentar e causar problemas a peixes mal nutridos e com injúrias físicas decorrentes de despesca e transporte. Tanques com alta carga de material orgânico e com água de má qualidade facilitam sua ocorrência que pode aumentar nos períodos de primavera e outono. O peixe perde o apetite, reduz a atividade, apresenta natação vagarosa e tende a se posicionar nas áreas mais rasas do tanque; apresenta erosão nas nadadeiras, lesões circulares ou irregulares do tipo úlceras pelo corpo, hemorragia nas bordas das lesões e na base das nadadeiras, olhos saltados de aspecto opaco e hemorrágico, abdômen distendido e presença de fluído opaco ou ligeiramente sanguinolento na cavidade abdominal, fluído amarelado ou sanguinolento no intestino, hemorragia nos órgãos internos como o fígado, hiperplasia (aumento do tamanho) de órgãos como o fígado, baço e rins; fígado de coloração pálida ou ligeiramente esverdeada e pontos hemorrágicos na parede interna da cavidade abdominal.
. Tratamento: FOUR IN ONE CURE (http://www.meuspeixes.com/5669074-FOUR-IN-ONE-CURE-120ML)+ sal grosso

BNC – BURACO NA CABEÇA

SPIRONUCLEOSE
A Spironucleose é uma doença bastante comum dos peixes de água doce, que afeta principalmente ciclídeos de um modo geral, discos, e Oscar.
Outro nome comum para esta doença de água doce é “Buraco na Cabeça”. Existem várias causas suspeitas da doença, e pode ser fatal, se tratada precocemente, a maioria dos peixes pode sobreviver. Este artigo irá descrever os sintomas, causas e tratamentos para este problema comum.

. Causas do buraco na cabeça
A causa exata do buraco na cabeça ainda não foi determinada. Há, no entanto, várias teorias muito sólidas sobre certas condições com ligação ao aumento na incidência da doença. A presença de qualquer um dos fatores causais não pode ser responsável para a doença, mas uma combinação de dois ou mais fatores é susceptível de criar sintomas da doença.
Uma causa comum é o parasita flagelado Hexamita. Este parasita infecta principalmente no trato intestinal, mas depois se espalha para a vesícula biliar, a cavidade abdominal, baço e rins. Enquanto a doença progride, as lesões clássicas de buraco na cabeça doença aparecer. Essas lesões se abrirão e pode extinguir pequenos fios brancos que contêm larvas de parasitas. Infecções secundárias bacterianas ou fúngicas podem se desenvolver em seguida, estas aberturas e pode levar a uma doença mais grave e morte.
Outra teoria popular é que um mineral ou um desequilíbrio de vitamina pode contribuir para o desenvolvimento desta doença. Alguns aquaristas têm reivindicado uma ligação entre o uso de carvão ativado e um aumento da doença. Algumas pessoas sentem que o carbono pode remover alguns dos minerais benéficos encontrados na água levando a um aumento da incidência da doença. Ao mesmo tempo, o desequilíbrio mineral pode ser causado por um aumento nos organismos Hexamita no intestino, o que pode levar à má absorção e uma diminuição na absorção das vitaminas e minerais necessários.
Condições que criam o estresse também aumentam a incidência desta doença. Má qualidade da água, alimentação inadequada, superlotação ou são todos fatores estressantes que podem causar um problema. Porque a doença é freqüentemente associada com os peixes mais velhos, pode haver uma ligação com a diminuição da função do sistema imunológico destes peixes mais velhos e um aumento na incidência da doença.
. Sinais
Localização das lesões
Os sinais incluem lesões na cabeça e na linha lateral. A condição pode ser leve no início, mas se as mudanças de ambiente e tratamento não são iniciadas, os buracos se tornam maiores e infecções bacterianas secundárias de fungos e se desenvolve. Estas lesões podem, eventualmente, criar uma infecção grave e os peixes se torna sistemicamente doente com perda de apetite e morte.
. Tratamento
Porque pode haver várias causas desta doença, o tratamento geralmente consiste em tomar uma abordagem multifacetada. O objetivo é livrar o peixe de Hexamita, melhorar a qualidade da água, e melhorar a vitamina / suplementação mineral e nutrição.
Um tratamento comum para a infecção com Hexamita inclui a adição do vermífugo WORM DESTROYER + FOUR IN ONE CURE aos peixes infectados.

POP EYE ( DOENÇA DOS OLHOS INCHADOS )

Essa doença é muito comum em ciclídeos mas todos os peixes susceptíveis à ela, é causada por uma associação entre bactérias e protozoários, especialmente nossa velha conhecida Hexamita, causadora também do duck lips e da doença do buraco na cabeça.

Ela tem esse nome porque seu principal sintoma é o inchaço de um ou de ambos os olhos do peixe, que saltam de suas órbitas.

É uma doença muito grave, na maioria dos casos o peixe perde a
visão do olho atingido, pela proximidade do cérebro, essa doença costuma evoluir rapidamente e pode matar o peixe em pouco tempo.

Nem sempre o peixe afetado reage ao tratamento, com isso essa doença tem uma das mais altas taxas de mortalidade entre os peixes. Felizmente ela é pouco contagiosa, atacando mais peixes debilitados.

O tratamento deve ser feito em aquário hospital, pois os medicamentos usados matariam também as bactérias que temos no filtro.

Para quem não sabe como montar um aquário hospital, ele deve ter capacidade entre 60 e 100 litros (pode ser maior de acordo com o tamanho do peixe), sem substrato e apenas com um filtro interno contendo perlon, uma bomba para tocar esse filtro e se possível uma cortina de bolhas (um índice mais alto de oxigênio sempre ajuda na cura de doenças), temperatura em torno de 28 graus.

Para tratar devem ser usados dois medicamentos, um para bactérias, no caso pode ser usado o Alcon Bacter (seguir a bula) ou tetraciclina (400mg para cada 50 litros de água repetindo diariamente por uma semana), e outro para combater protozoários, no caso Flagyl (metronidazol), também 400mg para cada 50 litros, nesse caso a cada 48 horas, por dez dias. Fazer TPA de 20% a cada 48 horas, sempre antes de colocar as novas doses dos medicamentos.

Se o peixe aparentar melhora antes do término do tratamento, não interrompa, continue pelo tempo que foi estipulado acima para evitar a volta da doença, se os sintomas não regredirem, prolongue o tratamento pelo tempo que for necessário.

Autor: Renato Moterani.

OODINIUM

(íctio-veludo, doença da poeira dourada, doença da ferrugem)
Causada pelo protozoário Oodinium limnectium, com varias espécies como O. Occelatum (aquário marinhos), O. Pillularis (aquario de água doce) e O. Vastator.
Ataca quase todas as espécies de peixes e é contagiosa resultando em perda total por obstrução branquial e lesões da pele.
. Sinais: Inicia-se por pontos brancos, em seguida aparecem lesões na pele dando um aspeco de poeira dourada ou de veludo.
Ataca também nadadeiras e branquias. Nota-se emagrecimento e excitação do animal.
. Tratamento: Isolar em aquario hospital, escuro pois o protozoario morre no escuro. Colocar 1 colher de sal grosso pra cada 10 litros. Aplicar FOUR IN ONE CURE 1 gota por litro a cada 48h trocando 50% da agua e repondo o sal.

CHILODONELLA (QUILODONELOSE)

Doença causa pelo ectoparasita ciliado Chilodonella cyprini. Ocorre em quase todas as espécies de peixes de água doce.
A sua introdução no aquário se dá através de – ALIMENTO VIVO(!) – o ectoparasita move-se sobre a pele do peixe alimentando-se das células epiteliais e projetando sua faringe nas células do hospedeiro para aspirar o seu conteúdo.
Alojam-se preferencialmente na pele e branquias com poderosa ação destrutiva sobre esses órgãos levando o animal a morte.
Multiplica-se rapidamente em peixes debilitados e logo atacam os sadios.
O parasita é sensível a oscilações térmicas.
Infecções agudas são fatais, pois reduz a superfície respiratória das branquias, destruindo e apodrecendo o tecido branquial e a pele.
. Sintomas: camada branco-acinzentada nas branquias, opacificação branco-azulada da pele, desprendimento da pele aos pedaços, coceira (esfregam-se sobre as pedras e troncos), sacodem as nadadeiras, nado lento, mucosidade excessiva, respiração dificultada.
. Tratamento:
– Isolar o peixe,
– Colocar sal grosso na proporção de uma colher sopa pra cada 10 litros,
– Elevar a temperatura para 32 graus,
– Aeraçao intença,
– Adicionar FOUR IN ONE CURE ( 1 gota pra cada 2 litros) a cada 48H + BACTER-FREE (5 ml pra cada 38 litros por 7dias). TPA a cada 48H de 50% antes da nova dose de FOUR IN ONE CURE.
– Como o peixe estará muito debilitado e provavelmente não ira se alimentar adicione a agua do hospital VITAPLUS (1 gota pra cada 5 litros) a cada 48H.
O parasita tem um ciclo de vida de 10 dias.
Dica: Evite alimentos vivos, forneça uma alimentação variada, com boas raçoes, beeff heart, ovas de peixe tudo enriquecido com VITAPLUS e GARLIC.

COSTIA ICHTYOLODO

Costia ichtyolodo é um potozoario que devasta o seu aquario se você não identificar e tratar corretamente no tempo certo.
No estagio inicial o discu começa a se esconder, para de se alimentar, escurece, fica ofegante e se coça. No estagio intermediário o protozoário destrói o muco causando hemorragias na pele ficando desta forma:(foto) O protozoário abre as portas para as bactérias destruindo o muco.
No estagio final as nadadeiras serão corroidas, o peixe perde o equilibrio e fica muito ofegante.
O tratamento é feito em aquario hospital com oxigenação forçada, temperatura 32°C, sal grosso (2gr/l) utilizando química apropriada.
O tratamento com sal dura doze dias.
Se você identificar corretamente e tratar no início terá grandes chances de cura.
Aqui entra a importância de um exame de microbiologia, utilizando um microscópio simples, com ampliação de imagem de 200x a 600x.
Segundo o renomado escritor alemão Dieter Untergasser o parasita é totalmente dependente do seu hospedeiro e não consegue sobreviver por mais de 30 minutos em meio aquoso sem o hospedeiro.
Então uma das formas de eliminar o parasita em um grande aquário comunitário,
será retirar todos os peixes por um período. Tratar os peixes em aquário hospital e retornar ao principal.

GIRODACTILOSE

. Sintomas:
Peixe vai ficando cada vez mais pálido, a pele produz mais mucosidade e com manchas ou pontos hemorrágicos também nas nadadeiras notando a respiração acelerada.
O peixe fica tristonho, cansado, com os movimentos cada vez mais lentos, permanecendo na superfície podendo vir a morrer.
Causas:
Verme cego de 0,5 a 0,8 mm de comprimento, que tem uma ventosa na boca e um gancho na cauda, pelo qual se fixa no peixe.
. Tratamento:
FOUR IN ONE CURE: 1 gota pra 2 litros a cada 48h com tpa de 50%.
Sal comum 10 a 15 g / litro de água em banho de 20 min.

PIOLHO DE PEIXE (ARGULUS SP)

Seus peixes costumam se esfregar em pedras, troncos e na decoraçao de modo geral?
Muitas vezes isso é normal mas mjuitas vezes também é indicios de parasitas externos causando irritaçao e dor no animal!
Hoje vamos falar de um desses parasitas, o famoso “piolho-de-peixe”
. Sintomas:
Quando afetado peixe fica visivelmente abatido e desnutrido.
O Argulus é visível porem por conta de seu tamanho (aproximadamente 8 mm), é fica dificil de se ver. Pode atacar qualquer parte do corpo porem é mais comum encontrar-los nas nadadeiras.
. Causas:
Um crustáceo se alimenta principalmente de células sanguíneas, popularmente conhecido como Argulus sp.
Esse “piolho” pode chegar a aquários de aquaristas ansiosos que não observam com cuidado os peixes expostos para vendas.
. Tratamento:
A remoção desse parasita deve ser efetuada com pinças e em seguida realizar um tratamento no peixe atacado para que tais lesões ocasionadas pelo Argulus não se tornem portas de entrada para futuras doenças conseqüentes.
Esse tratamento poderá ser feito com um produto natural conhecido como BACTER-FREE da AQUA-HEALTH.

VERMES DAS GUELRAS
Vermes de guelras são minúsculos parasitas que afetam primariamente a saúde de peixes jovens. Elas fazem com que as guelras produzam muco, fiquem vermelhas e inflamadas. Os sintomas incluem perda parcial da guelra, movimento rápido na guelra e o peixe tentado ir à superfície buscar ar, de acordo com o Fish Deals. Esses vermes podem se espalhar rapidamente entre os peixes e levar à morte, caso eles se multipliquem muito rápido. Apesar de ser difícil eliminá-los por completo, existem formas de tratar a infecção.
Banho de sal no aquário
Banhos de sal no aquário são um método conveniente e seguro de tratar de vermes na guelra de um único peixe. Poucos patógenos e bactérias toleram o sal, então, ele pode efetivamente retirá-los do ambiente. Para tratar um tanque, coloque 125 g de sal a cada 44 litros de água, instrui o Badman’s Tropical Fish.
Você pode tratar peixes individualmente, imergindo-os nesse banho de sal todo dia, por dois ou três dias consecutivos.
Concomitantemente use FOUR IN ONE CURE, 1 gota pra cada 2 litros a cada 48h com tpa de 50%, repondo o sal proporcionalmente.

CAMALLANUS
Camallanus é um nematodo que habita o reto (porção terminal do intestino grosso) dos peixes. Acomete quase todos os peixes ornamentais, principalmente em guppies e molinésias.
Sinais: protusão dos vermes pelo ânus (quando o peixe se movimenta os vermes retornam ao reto). Em algumas espécies não observamos esse sinal. Ainda podemos observar emagrecimento, deformações da coluna vertebral e nado lento.
Podem ser visualizados ao microscópio pelo exame das fezes recém eliminadas.
. Tratamento: triclorfon, febendazol ou WORM DESTROYER.

Death Curl – morte de arraias
Doença responsável por grande número de óbitos de arraias
Um exemplar fascinante para amantes de aquarismo jumbo, deslubrante para os olhos de qualquer pessoa.
Ao ver a arraia de água doce ela passa na maioria das vezes a ser um animal de cobiça para fazer parte da fauna de seu aquário poucos estudam a mesma antes de adquirir, fato que infelizmente não ocorre somente com as arraias.
Ainda sem explicação científica a causa do Death curl é desconhecida, algumas especulações dessa doença se desenvolver devido a um efeito colateral de desnutrição, estresse ou intoxicação por amônia acarretando danos nos nervos e músculos dos discos das arraias.
os sintomas apresentados são:
Fica amoada no fundo;
Perda de apetite;
Fica constantemente enterrada;
Seus discos ficam com suas bordas flutuando (virados para cima). (Existe casos opostos dos dicos contrairem para baixo por estudos informais essa contração esta ligada a má qualidade da água.)
Infelizmente quando esses sintomas são apresentados 99% dos casos o animal morre.
Existem alguns procedimentos a serem feitos para tentar evitar o óbito do animal, existem relatos de pessoas que conseguiram contornar o Death Curl mas não se sabe a veracidade desses depoimentos.
Ao identificar os sintomas verifique os parâmetros da água muitas vezes a amônia e nitrito são principais causas. Tente também remover fatores que podem levar ao estresse das arraiais.
Uma fatalidade que ainda não podemos contornar porém podemos evitar, o ideal é sempre manter a qualidade da água verificando amônia, nitrato, ph e com trocas parciais frequente.
Apesar de estar entre o aquarismo jumbo esse magnífico animal é sensível à mudanças bruscas de parâmetros. Leia mais sobre as arraias de água doce.

MYXOSOMIOSE

Doença rodopiante, gira-gira, disco-louco

. Sintoma: O peixe tem um acesso de loucura, bate no vidro do aquário, se debate e depois para totalmente esgotado. No início são esperádicas e notamos apenas o peixe dando algumas disparadas pelo aquários e achamos que ele esta doidinho. As convulsões são cada vez mais próximas. Na etapa final, o peixe gira em torno de um eixo imaginário.
. Causa: Esta doença é causada pela ação de um protozoario (Myxobolus cerebralis) da familia Myxosporides.
Este parasita se prende aos centros nervosos do peixe. Esta doença que ataca o esqueleto do peixe descalcificando-o. Na verdade Eventualmente, o parasita e aloja no cérebro dos peixes que acabom morrendo de exaustão, ataque cardíaco ou prejuízo causados pelos seus acessos de loucura.
O ciclo do Myxobolus cerebralis acontece através de minhocas ou bloodworms. Somente após essa fase, torna-se virulenta para os peixes. Devemos, portanto, evitar tubifex VIVO, minhocas e os famosos bloodworms.

Tratamento para Discus
Em aquario hospital com 6g / L de sal grosso e aumentar a temperatura para cerca de 35 ° C durante 15 dias.
Dessalinização e queda gradual da temperatura ao longo de uma semana.

Esta temperatura de 35 ° é extrema para peixes. É por isso, por vezes, preferível para o tratamento com sal, Flagyl + Cloridrato de tetraciclina + bacter-free
– Sal 5-6gr / lt
– Cloridrato de tetraciclina 500mgt: 1 cápsula / 50LT
– Flagyl 400mg: 1comp. / 100LT
Renovação de 50% de água diariamente, ajustar a dose de sal e Medicamento em proporção ao volume de água trocada.
Flagyl é um fármaco para seres humanos. É utilizado contra diversas espécies de vermes e é também um antibiótico … Portanto, use com todas as precauções habituais!
Bacter-free é um bactericida natural que deve ser usado para evitar infecções secundárias resultantes do estresse, debilitação e e machucados.
Boa chance de recuperação se o tratamento for feito corretamente aos primeiros sintomas …. Mas não devemos declarar vitória até várias semanas após o tratamento, a recaída é comum!

ICTIO
O ictio ou doença dos pontos brancos é uma das doenças mais comuns na aquariofilia e raro é o aquariofilista que não a teve já de combater.
A doença é provocada por um ectoparasita, Ichthyophthirius multifilis, que ataca a pele, as barbatanas e as brânquias dos peixes. No corpo pode ser detectada pela presença de pontos brancos e nas brânquias pela produção de muco.
O parasita, na sua fase de maturação, é relativamente grande (tendo para cima de 1000 µm), tem cor escura, move-se com movimentos vibratórios e a sua taxa de reprodução é exponencial.
Apesar do seu tamanho relativamente grande, os pontos brancos não são propriamente imagens dos parasitas mas a presença de fungos que se aproveitam das feridas que ele provoca.
A entrada do parasita no aquário é normalmente provocada pela introdução de novos peixes sem quarentena e por descidas bruscas da temperatura que acontecem no Inverno. Por isso, é importante que se faça quarentena sempre que se introduza novos peixes no aquário e não se deixem ocorrer descidas repentinas na temperatura da água.
Para se combater a doença é preciso conhecer-se o ciclo de vida do parasita.
Quando introduzido no aquário ou despoletado pela debilidade do sistema imunológico do peixe devido a descidas de temperatura, o cisto penetra a epiderme do hospedeiro e, nesta fase, desenvolve-se alimentando-se dele, deixando-o cada vez mais debilitado. Os pontos brancos aparecem entretanto provocados pelo aproveitamento dos fungos. Com o tempo o parasita penetra nas brânquias do peixe originando a produção de muco pelo sistema imunológico na sua defesa podendo levá-lo à asfixia. Nesta fase é muito difícil salvar os peixes pois estão de tal forma enfraquecidos que deixam de se alimentar e os cistos são resistentes a tratamentos químicos.
Ao atingir a fase adulta os cistos soltam-se do hospedeiro e voltam ao fundo do aquário envolvendo-se numa cápsula gelatinosa onde se multiplicam exponencialmente em poucos dias. Esta cápsula protege os novos cistos até estes estarem prontos para se soltarem e voltarem a atacar outros peixes, ou os mesmos que ainda não tenham morrido.
É na fase em que está no fundo do aquário envolto na massa gelatinosa que o parasita tem um ponto fraco. A gelatina não consegue solidificar a temperaturas acima dos 28ºC e, se não a se deixar solidificá-la, o parasita não se consegue reproduzir. Tem-se então o problema resolvido bastando para isso evitar que o parasita se reproduza mantendo a água do aquário acima dos 28ºC durante pelo menos 18 dias.
O controle do número de parasitas no hospedeiro pode ser reduzida através da aplicação de sal ou pelo uso de medicamentos existentes no mercado de aquariofilia à base de Verde de Malaquite mas sempre acompanhados pela subida da temperatura acima dos 28ºC. No caso do sal a dose recomendada é de uma colher de sopa por cada 40 litros de água mas é preciso ter em conta que algumas espécies de peixes não o suportam (Corydoras e a generalidade dos Loricarídeos) e que as plantas aquáticas não toleram elevados teores de sal na água. Recomenda-se o uso de sal próprio para aquariofilia. O uso de medicamentos à base de Verde de Malaquite também só se recomenda em casos avançados da doença.
No entanto, em alguns casos, os peixes podem ainda não estar a salvo uma vez que no seguimento da infestação de Ichthyophthirius multifilis no aquário, os mais debilitados ficam vulneráveis a ataques de bactérias e fungos. Neste caso é necessário socorre-los com tratamentos químicos. O ideal será a retirada destes peixes para um aquário hospital e usar um medicamento de largo espectro que trate os peixes deste tipo de enfermidades.
Com este pequeno texto espero ajudar alguns aquariofilistas no tratamento do ictio. Assim que surgir a doença não se deve entrar em pânico e proceder por impulso colocando medicamentos no aquário. Deve-se começar por aumentar lentamente a temperatura da água até ela atingir os 29ºC e esperar que a doença dê sinais de retroceder respeitando o período de 18 dias. Só no caso de se detectar a doença já em fase avançada será necessário recorrer a medicamentos.

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