Ciclagem do Aquário

DICAS 1.2
Ter um aquário saudável e bem-sucedido não é difícil e muito menos trabalhoso, desde que use o mínimo do senso comum. Tal senso comum é baseado em diretrizes da ciência e na experiência própria ou obtida através de outros aquariofilistas mais experientes. A seguir uma pequena lista com dicas importantes, na qual você poderá se deparar em seu novo hobby.

   Paciência
Paciência é o que falta a boa parte dos aquaristas, iniciantes ou não. Comprar o aquário, montá-lo e encher de peixes no mesmo dia é furada. Pode até dar certo em algumas circunstâncias, mas o desastre é o caminho mais certo. Condicione o aquário por algumas semanas e certifique se realmente está preparado para receber os primeiros peixes. Paciência é o item mais importante, em diversos aspectos, com o desenvolvimento de plantas e peixes até atingir o equilíbrio desejado.
Lembre-se: somente as coisas ruins acontecem rapidamente no aquário

   Prevenção
Como diz o velho ditado: “um grama de prevenção vale um quilo de cura”. Isso é válido em todos os aspectos do aquarismo. O principal objetivo do aquarista é assegurar que o ambiente fornecido aos seres aquáticos minimize ao máximo seu stress. Lembrando que a medida que o stress do animal aumenta, seu sistema imunológico enfraquece, tornando-o susceptíveis a doenças e conseqüentemente podendo adoecer. A melhor forma de manter um peixe saudável é certificar que o sistema do aquário está sempre equilibrado e saudável, com manutenções periódicas, água com parâmetros compatíveis e boa alimentação.
Existem 7 regras fundamentais:

  • Trocas parciais de água regulares, na maioria das vezes é preferível trocar pouca água com mais frequência, do que um volume grande de água em intervalos maiores;
  • Forneça alimentos de qualidade e sem exageros;
  • Mantenha seu sistema de filtragem sempre limpo e funcional;
  • Certifique-se que possuem espaço suficiente;
  • Mantenha espécies compatíveis entre si;
  • Nunca superpovoe seu aquário, um aquário superpovoado só lhe trará problemas;
  • Jamais mantenha o peixe fora de suas exigências (pH, temperatura, dureza, salinidade).

Lembre-se sempre: Grande parte dos problemas com aquários é fácil de prevenir, mas difíceis de lidar depois do ocorrido.

    Entenda e respeite o ciclo do nitrogênio
Peixes frequentemente produzem matéria orgânica, que são consumidos por bactérias benéficas através da filtragem biológica. Podemos afirmar que muitas mortes ocorrem justamente porque o aquarista insere peixes antes do tempo correto, ou seja, antes de completar o ciclo do nitrogênio, algo comum em aquário recém montado ou pouco maturado. Neste guia poderá se informar um pouco mais sobre o ciclo e porque deve ser respeitado.

   Mantenha seu filtro sempre limpo
Filtro sem manutenção é igual depósito de lixo! Você pode até não ver, mas a sujeira estará lá se você não fazer manutenções regulares no filtro.
Mantenha uma rotina de manutenção em seu filtro ao notar que ele está saturado ou com vazão abaixo do esperado. Lembre-se que os filtros são o pulmão do aquário! Poderá ver mais sobre filtros e filtragem adiante neste guia. Se inteire sobre o tema e escolha o filtro ideal para seu aquário.

   Condicione a água de torneira, antes de usá-la em seu aquário
A água fornecida pela empresa responsável em seu município é ideal para o consumo humano, para os seres aquáticos não! Contém cloro, cloramina (variável de acordo com a região) e alguns metais que devem ser eliminados antes de entrar em seu aquário. Use sempre um bom condicionador parar tratar a água antes de usá-la em seu aquário. Atente ainda para água oriunda de outras fontes como rios, lagos, poços e outros, pode não ser ideal para seu aquário.

   Entenda muito bem a química da água
Você não precisa ser nenhum químico para entender a química da água. Entenda sepre o básico como o pH, dureza (dH e gH) e seu efeito tampão. Cada região possui água com características diferentes de outras regiões, portanto, certifique-se se será necessário mexer em sua química de acordo com a exigência do peixe que deseja possuir. Use testes vendidos em lojas do ramo para tanto.

   Evite oscilações bruscas no pH e temperatura
Mudanças bruscas de pH em um curto espaço de tempo causam stress nos peixes. Se pretender alterar o valor do pH da água, faça lentamente, mesmo que dure vários dias até atingir o valor desejado. O mesmo vale para a temperatura e dureza da água. Leia mais sobre o tema adiante neste guia.

   Certifique-se que teu aquário possa suportar a espécie desejada
Além de selecionar peixes compatíveis entre si, obtenha o maior número possível de informações antes de adquirir qualquer ser aquático. Aquele pequeno peixinho colorido pode ficar enorme e começar a ver seus companheiros menores como refeição. Verifique ainda a exigência das espécies quanto ao tipo de água preferida.
Aclimate devidamente seu novo peixe antes de inseri-lo no aquário
Embora esta etapa possa parecer banal, 50% da adaptação do peixe a seu aquário está justamente na aclimatização ao novo meio em que será inserido. Não tenha pressa de soltá-lo e vai adaptando a água de seu aquário lentamente. Leia mais detalhes a respeito neste guia.

   Efetue trocas parciais de água regularmente
Troque ao menos 25% da água do aquário semanalmente ou quinzenalmente. O objetivo maior das trocas parciais de água é diminuir níveis nitrogenados, renovar elementos tampão e prevenir doenças causadas pela água poluída, este é o principal causador de moléstias e enfermidades.

   Conheça bastantes lojas e frequente a que mais lhe passar confiança
Como em qualquer ramo do comércio, infelizmente há lojistas que se preocupam mais em ganhar dinheiro do que com a saúde dos seres ou o bom atendimento. Vale gastar um pouco mais de dinheiro em uma loja de qualidade do que alimentar lojas ruins. Más lojas e lojistas certamente vão tentar vender equipamentos desnecessários ou mesmo instruí-lo inadequadamente. Sua maior arma é seu conhecimento, de modo que possa avaliar o conselho dos lojistas. Veja mais como escolher uma boa loja adiante neste guia.

   Cautela na aquisição de novos peixes
Muita atenção ao escolher novos peixes. Verifique se existem peixes doentes ou mortos na bateria de aquários da loja. Analise friamente a situação e não com a emoção.
Observe se o aspecto físico do peixe está saudável, se está ativo e reage a medida que alguém se aproxima do aquário. Se desconfiar de que não esteja saudável, não leve! Procure outra loja!

   Cuidado com excessos
Tudo o que é excessivo faz mal. Ministre pouca quantidade de ração a seus peixes, duas a três vezes por dia. Excesso de ração deixará sobras que não será consumido e poluirá a água podendo trazer problemas a saúde dos peixes. O mesmo é válido para medicamentos e outros produtos aditivos, se o fabricante indica  para usar X gotas por litro, use X gotas por litro, nunca mais ou menos. Não é ministrando um “pouquinho” a mais que obterá um resultado melhor, pelo contrário.
Nunca coloque mais peixes do que seu aquário pode comportar! Não existe uma regra para determinar a quantidade de peixes que seu aquário comporta, neste caso prevalecerá o bom senso do aquarista. Muitos peixes em pouco espaço causará impressão negativa, além de poluir mais rapidamente a água, podendo se tornar inadequada para a sobrevivência dos seres que ali vivem.

   Determine o tipo de peixe que pretende ter
Muitos aquaristas fazem exatamente o contrário. Montam o aquário e depois pesquisam qual peixe manter. A primeira coisa a se fazer é justamente decidir qual peixes pretende manter, para depois montar o aquário condizente a espécie. A escolha por diversos tipos de peixes vai exigir cuidados e condições diferentes. Aquele equipamento que você já comprou poderá se tornar inutilizável ou o espaço no aquário poderá ser insuficiente para os peixes que realmente você quer manter.

   Pesquise e dedique-se!
Antes de montar seu aquário, leia bastante. Leia o máximo que puder! Se tiver dúvidas, pergunte a seu lojista de confiança ou frequente comunidades de aquarismo na internet, sempre haverá algum aquarista para instruí-lo adequadamente. Quanto mais tempo gastar estudando antes de montar seu aquário, menor serão os problemas e mais prazeroso será o hobby. Um dos maiores motivos para a desistência do hobby é justamente não se informar antes de montar o aquário e depois ter problemas,  consequentemente desilusões com o hobby.

Dedicação também é fundamental. Quanto maior a dedicação, maior o retorno! Se você acha que perder de 30 a 60 minutos, semanalmente ou quinzenalmente, para a manutenção de seu aquário é muito tempo ou desperdício de tempo, então esqueça do hobby e vá procurar outra coisa para fazer!
Reserve ainda alguns minutos do dia para alimentar seus peixes e observar o aquário. Através da observação e consequentemente a antecipação frente a alguns problemas, ocorrem através do simples ato de observar o aquário.
A maior frustração do aquarista acontece justamente por cometerem erros que poderiam ser evitados facilmente. E a única maneira de evitar erros ou se frustrar com o hobby, é aprender suas bases fundamentais.
Lembre-se: aquarismo não é complicado, nós é que podemos torná-lo.

   DICAS 1.3- CICLAGEM DO AQUÁRIO
   A CICLAGEM
A ciclagem nada mais é do que a colonização de bactérias nitrificantes benéficas que são responsáveis pela transformação da amônia e nitritos presentes na água. Para maiores informações sobre a amônia, nitrito e outros componentes leia Nitrogênio, Bactérias e Ciclagem.
Imagine que um aquário recém montado não possui colônia de bactérias nitrificantes, portanto, qualquer nível de amônia, seja gerada por restos de alimentos, ou fezes dos peixes, poderá ter um impacto muito maior ao equilíbrio do meio.

A CICLAGEM COM PEIXES

Muitos aquaristas, mesmo nos dias de hoje, utilizam um método de ciclagem chamado de “ciclagem com peixes”, que nada mais é do que realizar esta etapa inicial da criação de colônias de bactérias através dos excrementos liberados pelos próprios peixes, chamados muitas vezes de “peixes cicladores”. Mas Como funciona isso?
Ao serem introduzidos em um ambiente novo, os peixes irão lançar uma carga orgânica na água do aquário, restos de alimentos etc, forçando a criação das colônias de bactérias, seja nos filtros ou no substrato ou decorações. Porém, durante todo o processo, os peixes estarão diante de uma situação extremamente incômoda e perigosa, devido ao alto teor de amônia e nitrito que estarão presentes na água, capaz de intoxicar seu sistema respiratório, levando-os à morte rapidamente. Até que a ciclagem esteja finalizada, é correto dizer que os peixes estarão sofrendo nesse ambiente, mesmo que, aparentemente, estejam ativos e se alimentando adequadamente. Por isso é comum a utilização de peixes mais resistentes e baratos, como é o caso dos platis, espadas ou molinésias, como “peixes cicladores”. Este processo de “sofrimento” costuma durar cerca de 30 a 40 dias.

A CICLAGEM SEM PEIXES

Trata-se de um processo de ciclagem que seria o “politicamente correto”, e amplamente utilizado por aquaristas de todo o mundo, conhecido como “ciclagem sem peixes”. Neste processo, o incentivo à produção de amônia é fundamental, antes da inserção da fauna pretendida. É este tipo de ciclagem que será abordada neste artigo.
“Se eu deixar o aquário funcionando durante 30 dias sem fauna, ele estará ciclado?”
Essa pergunta é muito comum, já que a média de tempo utilizado para a ciclagem é algo aproximado a 30 dias. Contudo, deve-se levar em consideração as etapas do ciclo nitrificante (amônia -> nitrito -> nitrato) para que se tenha certeza de que a ciclagem foi concluída.

     Aceleradores de Biologia
Há no mercado diversos produtos que ajudam na criação das colônias de bactérias durante a ciclagem. Muitos aquaristas já notaram realmente uma evolução nas etapas devido ao uso destes produtos, mas é bom acompanhar os resultados com testes antes de dar a ciclagem como concluida. Deve-se seguir o processo todo, passo a passo, até que os testes estejam de acordo com o esperado.

      Utilização de matéria ciclada
Existem outras técnicas utilizadas para acelerar a biologia nos aquários novos. Uma delas é a utilização de mídias biológicas (anéis de cerâmicas, placas ou esponjas) de um aquário que já estava ciclado. Outra forma também é a utilização da água de aquários cujo ciclo do nitrogênio (ciclagem) já foi concluído. Vale ressaltar aqui também que somente estas técnicas não farão com que a ciclagem já esteja concluída. Deve-se observar todos os passos do processo até que os níveis de nitrito e amônia estejam zerados.
Temperatura
Quanto maior a temperatura mais rápida será a ciclagem, portanto é indicado manter entre 29oC e 30oC, inicialmente. Vale lembrar que a oxigenação é um fator necessário, e deve ter uma atenção dedicada, já que as bactérias que queremos são aeróbicas e necessitam de boa quantidade de oxigênio dissolvido. Isso é importante porque quanto maior a temperatura, menor é a quantidade de oxigênio disponível.

    TPAs (Trocas Parciais de Água)
Não é indicado realizar TPAs durante o processo, pois devido à renovação da água, muitas bactérias podem ser perdidas. Diz-se que TPAs retardam o processo, mas ainda assim podem ser feitas caso haja necessidade.

   DICAS 1.4- COMO ACLIMAR SEU PEIXE

A correta aclimatação do peixe ao introduzi-lo no aquário é fundamental para a sua saúde e sobrevivência, tanto no curto quanto no longo prazo. Por isso, tentaremos esclarecer algumas dúvidas e evitar fatos comuns e inconvenientes que decorrem do manejo incorreto dos peixes, como, por exemplo, a morte prematura do animal que faz com que muitos aquaristas desistam do hobby, achando que se trata de algo muito difícil.  São alguns pequenos cuidados que você deve tomar que prolongarão a vida útil de seu animal de estimação! E caso de qualquer dúvida lembre-se: procure a Ecofish!

   Por que é necessário fazer a aclimatação?

  A água possui uma série de parâmetros químicos variáveis, como o pH e a concentração de sais minerais dissolvidos. Além dos parâmetros químicos existem parâmetros físicos como a temperatura.
Por serem variáveis, é de se supor que os parâmetros da água do saquinho onde está o peixe, não sejam iguais aos do seu aquário.
Qualquer organismo aquático, utiliza mecanismos para se adaptar às condições do ambiente em que se encontra. Os peixes utilizam um mecanismo chamado osmorregulação.
Realizar alterações muito bruscas nos parâmetros químicos da água impede que este mecanismo se adapte às novas condições, o que pode levar o peixe ao óbito ou promover o surgimento de doenças.

   Técnicas de aclimatação:

   Deixar o saquinho boiando:
Esta técnica é quase sempre adotada pelos aquaristas e tem como função adaptar o peixe à temperatura do aquário.
Para realizá-la basta deixar o saquinho, ainda fechado, flutuando na superfície do aquário. Mantenha-o assim por cerca de 20 minutos.
Não esqueça de apagar as alguns minutos antes para evitar que as lampadas aqueçam o plástico, caso estejam muito próximas da superfície. Além disso, apagar as luzes reduz o estresse do animal.

   Adicionar pequenas quantidades de água:
Após o término da primeira etapa da aclimatação, abra o saco plastico com cuidado e prendá-o de modo que, mesmo aberto, fique flutuando na superfície sem risco de afundar.
Agora, você irá colocar, a cada 5 minutos, pequenas quantidades de água do aquário dentro do saquinho. Não exagere na quantidade de água, a saúde do seu peixe depende da sua paciência. Coloque entre 20 e 30% do volume do saquinho. Por exemplo, se o saquinho tem 500mL de água, coloque 100mL de água do aquário à cada 5 minutos.
Quando o saco plástico estiver completamente cheio, retire parte da água, deixando-o com o volume inicial e reinicie o processo.
Após terminada esta segunda etapa, você poderá colocar o peixe no aquário. Ele estará adaptado aos parâmetros químicos e físicos do novo ambiente.

   Aclimatando em aquários já habitados:
Algumas espécies de peixe podem apresentar comportamentos territorialistas, o que os torna agressivos com outros habitantes do aquário. Isso é mais notório quando se introduz um peixe em um aquário já habitado.
Procure sempre se informar sobre as características de comportamento de todas as espécies do seu aquário e mantenha juntas apenas as espécies compatíveis.
Para evitar problemas, sempre alimente os peixes antes de iniciar a aclimatação do novo peixe. Logo após alimentá-los apague as luzes.      Isso fará com que fiquem menos agressivos e ativos.
Pode-se também mudar a disposição da decoração antes de introduzir um novo peixe. Com isso os habitantes antigos perdem o referencial de seus territórios e ficam mais doceis.

1
Olá" Em que podemos ajuda-lo?
Powered by